O consórcio para construção é o consórcio imobiliário usado para erguer um imóvel em vez de comprar um pronto. A lógica é a mesma: você paga as parcelas, é contemplado por sorteio ou lance e usa a carta de crédito. A diferença está na liberação do dinheiro, que acompanha o andamento da obra.
Serve para construir casa, sobrado, galpão, loja ou sala comercial, e também para ampliar um imóvel existente, conforme as regras da administradora.
O que normalmente é exigido
- Terreno em seu nome: registrado na matrícula e, em geral, já quitado. O terreno costuma ficar como garantia do crédito.
- Projeto aprovado: projeto aprovado pela prefeitura e alvará de construção.
- Responsável técnico: engenheiro ou arquiteto com ART ou RRT da obra.
- Orçamento e cronograma: planilha com os custos e as etapas, usada para programar as liberações.
Como o crédito é liberado
Em vez de um pagamento único, a administradora libera o crédito em parcelas, conforme a obra avança. Antes de cada liberação, um vistoriador confere se a etapa anterior foi executada. Na prática, funciona assim:
- Contemplação e análise de crédito.
- Análise do terreno, do projeto e do orçamento.
- Assinatura do contrato com a garantia registrada.
- Primeira liberação, para começar a obra.
- Vistorias e novas liberações a cada etapa concluída.
Os percentuais de cada liberação e o número de vistorias mudam de uma administradora para outra.
Planejamento que evita a obra parada
O ponto mais sensível é o caixa do início. Algumas despesas aparecem antes da primeira liberação, como sondagem, projeto, taxas da prefeitura e limpeza do terreno. Quem não reserva esse valor corre o risco de atrasar o começo da obra. No estudo, esse custo entra no plano junto com a estratégia de lance.
Outro cuidado é o valor da carta. O orçamento da obra costuma subir com o tempo, e o crédito do consórcio é reajustado uma vez por ano. Uma carta com folga, ou uma reserva para a diferença, evita que a obra pare na reta final.
Construção e FGTS
O FGTS tem regras próprias para construção e nem toda administradora aceita usá-lo nesse caso. Quando é possível, a liberação também segue as etapas da obra. Confira em consórcio com FGTS.
Para quem é
- Famílias que já têm o terreno e querem construir a casa sem pagar juros.
- Empreendedores que planejam um galpão, uma loja ou a sede da empresa.
- Quem quer ampliar o imóvel, por exemplo com um segundo pavimento, dentro das regras da administradora.
Ainda não tem o terreno? Veja como funciona o consórcio de terreno.
Perguntas frequentes
Posso usar a carta para comprar o terreno e construir?
Algumas administradoras permitem as duas coisas com a mesma carta; outras exigem o terreno já quitado. Há também quem use duas cotas, uma para o terreno e outra para a obra. O estudo indica o desenho mais adequado.
A carta paga a mão de obra?
Em geral, sim: o crédito liberado pode ser usado em materiais e serviços da obra, desde que a etapa seja comprovada na vistoria.
O que acontece se a obra custar mais que a carta?
A diferença é paga com recursos próprios. Por isso vale planejar a carta com folga e manter uma reserva para a fase final.
Posso construir em terreno de outra pessoa?
Normalmente não. O terreno precisa estar em nome de quem tem a cota, porque ele costuma ser a garantia do crédito.